Cabeça sem juízo o corpo paga

Há um adagio muito conhecido no Brasil que assegura: “Quem vai ao vento perde o assento”. Há 3 anos ao perceber que o deputado José Pessoa Leal, havia se deslumbrado com a nova atribuição parlamentar como deputado estadual e sendo seu amigo, testemunha ocular de sua luta titânica em prol do processo de redemocratização do Brasil nos terríveis anos de chumbo, quando a Praça da Cinelândia/RJ muitas vezes transformada em palco de guerra, reavaliei todo histórico do Pessoa, tomando a deliberação de alertá-lo de futuros dissabores que viriam em decorrência de suas fragilíssimas amizades conquistadas no plenário da Assembleia Legislativa.

Demonstrando ingenuidade abraçava todo tipo de bandido que se aproximava, como sou casca grossa com experiência forjada dentre traíras, maus caracteres e falsos amigos, avisei inúmeras vezes ao Pessoa que sua postura era como caminhar em areia movediça, em breve sucumbiria até o último fio de cabelo.

Como prestador de serviço ao gabinete percebi que o problema era mais sério do que aparentava ser, o Pessoa cercado de parentes, todos com pleito a serem promovidos, embora desprovidos do mínimo conhecimento possível, incentivavam o deputado a trafegar em caminhos tortuosos, íngremes, esburacados e lamaçais, parecidos com labirintos, quando o caminho de volta torna-se impossível de encontrá-lo.

Por várias vezes me indispus com as roceiras burguesas por desvirtuarem, e desfazerem compromissos previamente estabelecidos com a presença do parlamentar. Para não criar atrito nem tão pouco gerar querela entre a parentela, me afastei sem sequer dizer adeus, por ser digno, compromissado, responsável não admitia jamais imposições e perseguições de incompetentes.

Nessa terça-feira (06) ouvi algumas declarações de candidatos oposicionistas declinando suas preferências, apoios, estratégias de suas engenharias politicas, o Pessoa que até pouco tempo era a cereja do bolo na preferência de seus pseudos falsos amigos, não apareceu na foto nem como papagaio de pirata, apenas em um único momento quando o âncora do programa perguntou se o Dr. Pessoa não fazia parte daquele projeto, a resposta foi fulminante: O Pessoa nunca se decidiu, sempre em cima do muro apenas mencionando percentuais, 10%, 20% 30% e 40% de possibilidade para ser candidato de deputado federal a presidente da república, ao contrário do Luciano, sempre demonstrou querer ser candidato ao governo do Piauí, portanto é o meu candidato, estamos andando em todo o Piauí conversando com o povo e lideranças.

Tomei conhecimento que o Pessoa está distribuindo uma cartilha contando sua história de miséria dos seus primórdios na roça até os dias atuais. Faço um esforço sobrenatural para entender quais interesses esse currículo pessoal desperta ao eleitorado do Piauí, um povo extremamente necessitado, carente de todos os atendimentos ao exercício de sua cidadania.

O IBGE assevera a existência de 40 milhões de analfabetos no Piauí, vejo imensa contradição no tal projeto da cartilha pois, se quer será lida por quase metade dos piauienses. Com muito boa vontade vaticino que se o Pessoa retroagir a concorrer a sua reeleição, terá imensas dificuldades para lograr êxito, em virtude que muita gente de sua confiança trabalhou forte para descredenciá-lo a credibilidade que conquistou a duras custas.

Gostaria imensamente de pautar outro tipo de matéria, mas sou obrigado a compartilhar com a opinião pública a obra do cantor Márcio Greyck, que conseguiu emplacar como sucesso para todo Brasil o clássico musical “aparências nada mais”.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em quarta-feira, fevereiro 7th, 2018 às 7:09 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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