Brasil, ame-o ou deixe-o

Em 31 de março de 1974 foi estabelecido no Brasil o rígido processo de uma ditadura ferrenha e rigorosa, prevalecia a vontade de um único mandatário, ao longo de 21 anos o milico de plantão emitia ordens até para chover. O Mal. Castelo Branco, para tornar-se conhecido dos brasileiros colocou sua foto nas cédulas de 5 mil cruzeiros. O Congresso Nacional foi dissolvido, brasileiros foram exilados, muitos dos que ficaram foram mortos, desaparecidos, presos, torturados em pau de arara e outros tipos de crueldade e atrocidades.

O período do Garrastazu Médici, foi eivado de muita censura, controle rigoroso do SNI sobre a sociedade, entidades, autarquias e parlamentos, chegando ao cúmulo do absurdo de controlar a imprensa brasileira criando o ministério da censura, era impossível a expressão de uma sílaba sem que houvesse o crivo do censor. Os veículos de concessões publicas tiveram que improvisar suas pautas diárias usando inéditas criatividades, fazendo veiculação de programas de culinária, servindo de verdadeiro enche tripa para preencher as grades das programações, evitando com esse pretexto propagar, massificar e divulgar o que ocorria no Planalto Central em Brasília, impondo insuportável caça as bruxas, proibindo qualquer tipo de manifestação em prol das liberdades de garantias de direitos.

Esses áureos tempos de exceção foram desenterrados nos dias atuais, o governo do PT fechou 100 mil rádios comunitárias em todo Brasil, as emissoras convencionais impõem censura intolerável com a nova tecnologia disponível, deteriorando o processo democrático brasileiro no quesito liberdade de pensamento e expressão, livre manifestação das ideias, direito ao contraditório, a crítica, a manifestação, ao debate, direito de resposta e outros.

O famigerado WhatsApp, aparato necessário em todos os estúdios de radio e televisão tem função especifica de realizar triagem das mensagens antes de suas veiculações, o mesmo procedimento dos censores militares do passado, nunca houve tanta censura como a existente em pleno século XXI, é impossível contestar as pautas mentirosas, tendenciosas e preestabelecida na imprensa brasileira, formada por anti-profissionais, vagabundos, canalhas, coniventes, omissos, subservientes e venais descompromissados com o Brasil.

Em virtude do desmantelamento das fontes de produções de matérias e ocupação da mão de obra ociosa de forma oficial que gerou 13 milhões de desempregados, o trabalhador brasileiro briga pela sua subsistência ou vegetação, se virando como pode, de forma improvisada se estabelece nas ruas, praças e avenidas comercializando todo tipo de produto que se possa imaginar. É comum o comércio de alimentos em via pública com sua manipulação de cozimento a luz do sol, polvilhada com fuligem e poeira, muitas dessas ações foram matérias jornalisticas premiadas servindo como incentivo para desalentados irem a luta, inventando o que tem competência para fazer.

A Rede Globo de televisão atenta as mazelas, misérias e desespero do povo brasileiro desempregado, transformou em ficção essa tragédia, a novela estrelada pela personagem Maria da Paz, ensina como vender bolo em movimentada via pública, com perspectivas gigantescas de ficar muito rica com essa lucrativa atividade. O que é importante mencionar é a trilha sonora da personagem, uma música do grupo Raça Negra, com mais de 40 anos de existência, não e difícil entender que a criatividade artística sofreu incomensurável decadência, falta inspiração, inteligencia, criatividade e finalmente falta talento.

Tenho inteligencia, compromisso, responsabilidade formação e conhecimento para cortar na própria carne para asseverar sem titubear, o jornalista brasileiro escreve mal, fala mal, redige mal, é mal informado, incompetente e maledicente, sua única preocupação e vender a força do seu trabalho a classe patronal, garantindo seu retorno do dia seguinte para mais uma edição da mesmíssima, mesmíssima e mesmíssima, até a consumação dos tempo. Com essa fórmula o povo brasileiro desinformado continuará votando nesses decrépitos, cancerosos e caducos por décadas a fio. Por incrível que pareça não tenho nada a reconhecer que mereça elogio.
Carlos Amorim DRT 2081

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