Bolacha disputada a tapa

Na minha época de menino de rua, no final da década de 50 com idade de 10, 11 anos vivia diariamente jogando pelada na praça Mal. Deodoro da Fonseca, lembro-me nitidamente de alguns nomes dos componentes do meu time, Pé de pato, Veri, Abimael, Peito de moça, Carambolo, Geraldo, Cabeleira, Cotó, Franklin, Heitor Carvalho, Maguinho e outros. A bola e as camisas presenteadas por Clidenor de Freitas Santos, as disputas duravam o tempo exato do meu bom humor ou da minha vontade, pois a qualquer instante eu como dono do time tomaria a bola e recolhia as camisas e retornava a minha residência localizada na extinta Escola Normal Antonino Freire, em frente ao tradicional campo de terra batida de saudosa memória.

Precisamente em pleno século XXI quarta-feira (24) me deparei com o prefeito Firmino Filho em mais um dos seus papos furados, conversa de malandro para delegado ou ludibriação aos munícipes dessa província de merda, muito à vontade ao microfone da rádio Difusora de Teresina (casca de ovo de pato), quando foi laureado pelo detentor dessa concessão pública junto a seu colega de bancada Pedro Tamanco, ouvindo alegremente as bravatas e enrolações do incompetente e descompromissado prefeito.

O Pedro aproveitou para pedir de público uma academia nas proximidades da sua residência na Capelinha de Palha. O prefeito menino, segundo suas próprias palavras muito agradecido com o presente que Teresina tem lhe agraciado durante 30 anos imediatamente acatou e abraçou o pedido do seu protegido e inconveniente amiguinho. Aproveitando a deixa exijo do Firmino reparos a uma cratera existente há 3 anos a Rua Dota de Oliveira altura do número 1210, bairro Monte Castelo. As enchentes provocadas pelas chuvas transbordavam as águas estagnadas que subiam a calçada e iam a metade do muro, posso adjetivar tranquilamente essa irresponsabilidade como falta de vergonha na cara por parte do chefe do poder administrativo municipal.

Para ficar a frente do Pedro Tamanco, a Rua Mestre Júlio Arcanjo, a partir do cruzamento com Heráclito de Sousa, há 20 anos intrafegável e intransitável ao cidadão e cidadã com algum tipo de deficiência, o calçamento nessa via é o condenável cabeça de crocodilo tamanho gigante, como o Firmino Filho tem amnésia profunda, cumulada com falsas promessas, a cada eleição enrola as pessoas com meigo sorriso de puta vagabunda e um aperto de mão celebra promessas que dura em média 5 minutos, é o projeto do famigerado tratante.

O cômico se não fosse trágico da espetacular entrevista a três, foi o exercício de mais uma enganação a censura explícita e mordaça plena, quando o âncora oficial desses procedimentos inconstitucionais, criminosos e humilhantes permaneceu com os telefones bloqueados durante todo período da improdutiva palestra. Como miséria pouca é “lebréia” o programa que finalizaria às 9 horas, estendeu-se até as 9 horas e 40 minutos, obrigatório em virtude da importância do tema em debate, prejudicando o programa subsequente, o mesmo procedimento que eu praticava ao recolher a bola e as camisetas dispensando todos e rebatendo críticas com o tal de “vão a puta que pariu”.

O que me causou ânsia de vômito foi as desculpas do Mário Rogério ao seu seleto ouvinte, não disponibilizou os telefones a participação pública para não incomodar e deturpar a fala do prefeito Firmino Filho em virtude da diversificação dos assuntos que viriam. Como conhecedor dos bastidores e linhas editoriais vagabundas, tenho convicção que o que houve de fato foi um acordão e a exigência impositiva do irresponsável prefeito acompanhado de um saco de moedas de 10 centavos para a emissora famélico.

Lamentavelmente esses indecorosos episódio ocorrem abertamente audível a qualquer um que tenha esse sentido normal e massa cinzenta suficiente, eficaz para identificar o processo político visível e palpável de explícita censura as garantias do texto constitucional no artigo 5º e seus incisos, que tratam das liberdades asseguradas a manifestação do cidadão brasileiro.

É importante informar que a concessão pública de rádio e televisão é de propriedade do povo brasileiro, os equipamentos e componentes que formam a empresa cito: computador, mesa de som, antena, ar-condicionado, estúdio e demais instalações são propriedades da classe patronal, as cláusulas contratuais no ato de concessão ao serem desrespeitadas o Ministério das Comunicações tem obrigação de revogar a operacionalidade.

Carlos Amorim DRT 2081

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