Bobo de televisão sem graça

A comunicação do Piauí é acometida de metástase cancerosa em toda a sua plenitude, quando interesses de âncoras de programa de televisão, radialistas, comentaristas e jornalistas se sobrepõem a veracidade dos fatos, das notícias e das informações legítimas e autênticas, em primeiro lugar procuram preservar e salvar seu quinhão de real como complemento salarial.

Os espaços que deveriam ser ocupados por questões importantes ao conhecimento da opinião pública são preenchidos com futilidades, molecagens brincadeiras e relatos de causos de forma debochada, eivadas de deterioradas chacotas. O bobo de uma televisão do Piauí em animada interação com o apresentador cadeirante iniciou seu torpe procedimento avisando que teria notícias chocantes, vejamos:

O Firmino Filho, prefeito de Teresina e sua digníssima esposa, na inauguração de um colégio disputaram quem tem mais prática ao traquejo com crianças, o voto do babaca jornalista elegeu o Fifi como o melhor desempenho no ato. Informou que o casal já perambulava nos bairros, subúrbios, guetos, muquifos, periferias, invasões e outros, fazendo campanha para as eleições 2018. O cadeirante retrucou, asseverando que tratava-se apenas fortalecer relações de amizade com as comunidades.

O bobo sem graça reagiu demonstrando sua decepção por não ter sido apoiado pelo seu patrão que já o descartava para um novo enche tripa, solicitou ao chefe apenas um minuto para uma revelação bomba, assegurou que o prefeito Firmino Filho, adjetivado pela Lava Jato por Fifi, quando se casou com dona Lucy, era quem fazia a comida do casal, pois dona Lucy não sabia sequer fritar um ovo, eu cá com meus botões interroguei: Se essa senhora é incapaz de realizar insignificante tarefa, quais motivos fazem com que seu marido a empurre a chapa do governador Wellington Dias como vice.

Como não sou burro nem besta nem doido, vaticino a desgraça que seria o possível êxito desse macabro acordo, finalizou sua verborragia acrescentando a compra que realizou de um celular de segunda mão reservando o direito de não declinar o local de receptação, declarando-se surpreso ao acessar a recente aquisição se deparou com a foto de um deputado deixando em sigilo sua identificação, nem tão pouco o modo como foi filmado. Através de endereço do telefone localizou familiares do deputado que se apressaram em resgatar as imagens. O ancora do programa temendo o destrambelhamento do pobre-diabo o retirou do ar dizendo: Não quero saber quem é, não me interessa maiores informações, fique pra você o que conseguiu visualizar.

Circula na rede mundial de computadores vídeo de uma violenta agressão de um policial militar a uma mulher, alguns comentários que ouvi dão conta que a vítima tentou reaver o celular arrancado da posse da senhora, talvez por filmar algum ato ilícito do descontrolado policial, os comentários não informam o diálogo entre os dois. O fato nítido, visível e estarrecedor é ação criminosa do policial ao desferir violento tapa na cara da mulher. Contestado o ato agressivo do policial por populares foram ameaçados com a seguinte pergunta: Você quer apanhar tambem?Até onde tenho conhecimento a atribuição da polícia militar não contempla esse tipo de abuso, esta instituição tem obrigação de prevenir e controlar crises, e não sendo possível, os possíveis recalcitrantes deverão ser conduzidos a uma delegacia de polícia judiciária.

Na minha ótica, nenhuma atitude por mais vil da vítima submetida ao agressor, não justifica sua criminosa ação. Segundo a grande mídia informou a Corregedoria da Polícia Militar está promovendo investigações para uma punição disciplinar ao despreparado policial, a meu ver a única penalidade plausível seria a expulsão desse indivíduo das fileiras da briosa Polícia Militar, a bem de sua própria preservação e respeitabilidade por parte da sociedade. Alguém pode em defesa do violento militar, argumentar que agiu sobre forte emoção ao perder seu autocontrole, ou a possibilidade de ter sofrido um bloqueio, ou mesmo de ter surtado ficando fora de si no ato da agressão, tornando-se inimputável a responsabilidade do humilhante fato protagonizado.

A esse respeito ouvi comentário na rádio difusora casca de ovo de pato, de dois medíocres donos da verdade. O detentor dessa concessão pública de rádio Mario Rogério da Costa Soares, declarou em péssimo som, quando as ondas da rádio estavam praticamente inaudíveis saiu com essa pérola: Ser policial é muito difícil, portanto fico do lado do agressor, apesar de não saber o que houve.

O pedro Tamanco disse que a mulher por ser mulher usa essa condição para abusar e agredir a quem quer que seja, só que esse caso não ficou impune. Verificamos a necessidade de imediatas e severas reformas às comunicações do Brasil.

Tivemos há pouco tempo o desfecho de uma demanda judicial ajuizada pela senadora Regina Sousa, que foi agredida de forma vil e criminosa por uma blogueira que achincalhou e desmoralizou adjetivando-a de anta, negra, analfabeta, golpista e outra série de ataque a honorabilidade da nossa representante no senado.

É importante lembrar que recentemente o Brasil pôs regras na internet através de lei votada pelo Congresso Nacional, sancionada pela presidenta da república, publicada no Diário Oficial da União e em pleno vigor, lamentavelmente as leis não são cumpridas nesse país, em um dissídio judicial prevalece o nome do poderoso constante na inicial do processo, resultado, o litígio desse caso teve como vencedor a parte mais forte que serve apenas para engrossar os anais e péssimos serviços da justiça brasileiras catalogadas no Conselho Nacional de Justiça.

Aconselharia a nobre senadora Regina Sousa, que usasse o preceito dos cinco is do empreendedorismo “inteligência, informação, idealização, iniciação, insistência e persistência”, ajuizando ação de reparação de danos com pedido de dois milhões de reais para que fosse feito justiça e gerasse magnífico exemplo aos idiotas que imaginam restabelecer no Brasil o cativeiro a senzala, o trabalho forçado, o pelourinho e o chicote ao castigo físico, humilhante e desumano.

Tortura nunca mais, verbal, psicológica, física, moral, estrutural, emocional e nem tão pouco discriminação, preconceito e exclusão.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sexta-feira, setembro 8th, 2017 às 9:34 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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