Barreira atitudinal mantêm preconceito, exclusão e discriminação

Tenho minha atenção voltada a questões educativas proliferadas na mídia piauiense, protagonizada por especialistas através de grandes empresas de marketing. Publicidades de produções desse segmento deseduca de forma brutal a sociedade, os Spots educativos massificados a opinião pública nos veículos de concessões públicas de rádio e televisão esclarece que opção sexual não é doença nem tão pouco crime, ocorre que esse terrível embuste de ignorância a nomenclatura correta seria orientação sexual,

Em uma entrevista concedida por um impossível ocupante de cadeira na câmara municipal como suplente saiu-se com essa deliciosa informação: “Quero trabalhar pelos deficientes, pois sou deficiente renal cronico”. Essa esdruxula declaração desinforma, deseduca e confunde o entendimento da sociedade, na realidade o entrevistado é acometido de uma patologia, apenas e tão somente doença cronica.

Um entusiasmado palestrante que se autointitulava de mestre em locomoção de pessoas cegas, declinou a sua plateia que a maneira correta de auxiliar pessoa com deficiência visual ao seu ir e vir em via pública é colocar a mão do ceguinho no ombro do guia, pois garante maior segurança e confiança ao conduzido, no caso que o mesmo sofra uma topada não correrá o risco de se estatelar no chão. É fortemente perceptível que esse amado mestre não sabe porque a cabra caga bolinhas, a condução correta a pessoa com deficiência visual é segurar o braço do guia para que havendo a necessidade de passar em uma via estreita que comporta apenas uma pessoa o guia colocará o braço para trás dando o indicativo ao deficiente visual caminhar atrás do mesmo em formato de fila indiana.

Os grandes veículos de comunicação do Brasil exclui de forma criminosa 6,5 milhões de pessoas exclusivamente com deficiência visual, ao anunciarem endereços telefones e e-mails existentes no rodapé do televisor. Quero nessa oportunidade chamar atenção dos patrocinadores dos descompromissados programas para que evite que o seu dinheiro seja rasgado com a falta de responsabilidade e brutal ignorância de âncoras e apresentadores, como também chamar e apelar ao bom senso de deficientes visuais para que não comprem nessas empresas que corroboram com a desmoralização da legislação brasileira de garantias de direitos à pessoa com algum tipo de deficiência, no caso em tela “visual”.

É praxe em todos os veículos de comunicação do Brasil mencionarem um tal de portador de deficiência ou portador de necessidades especiais, essas ridículas agressões de equivocadas nomenclaturas são asseguradas pela impunidade reinante no Brasil. O ministério das comunicações tem responsabilidade gigantesca pela omissão explícita às vergonhosas desobediências em desfavor da convenção da ONU realizada em Salamanca na Espanha, que decidiu revogar e defenestrar essas expressões da vida diária da pessoa com algum tipo de deficiência, como exemplo aos desprovidos boçais: (Policial armado de pistola 7 6 5, na hora que bem lhe convier pode abdicar de portar sua arma e depositá-la em um pinico, se desejar), enquanto eu, não consigo retirar minha cegueira e depositá-la em um cofre do Banco Central do Brasil.

Tire suas próprias conclusões, e por gentileza pesquise os ditames da Lei Federal 13.146/2015-LBI – Estatuto da Pessoa com Deficiência do Brasil, que tramitou por 13 anos, votado e aprovado nas duas casas legislativas que forma o Congresso Nacional com 513 deputados federais e 81 senadores, sancionado pelo Presidente da República, publicado no Diário Oficial e vigorando até a presenta data. Lamentavelmente esse arcabouço jurídico federal é desrespeitado até por cachorro.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sexta-feira, fevereiro 22nd, 2019 às 8:48 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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