Bandalheira na acessibilidade da província piauiense

Ouvi algumas entrevistas concedidas pelo secretário de estado da inclusão Mauro Eduardo, percebi sem a mínima sombra de dúvidas que esse capacho da Rejane Dias é falso e mente de forma descarada ao enaltecer a carteira que identifica o indivíduo com autismo como sendo a redenção a inclusão dessa categoria de pessoas com o espectro do autismo, o primordial seria educar a sociedade, o povo de forma geral para respeitar as garantias de direitos a pessoa com algum tipo de deficiencia.

Lamentavelmente o Mauro Eduardo é ignorante nesse quesito e usa sua bajulação como moeda de troca para proselitismos politiqueiros propagando, divulgando e massificando ações negativas e inexistentes da famigerada SEID. Gostaria de saber que tipo de trabalho foi desenvolvido junto as instituições privadas e governamentais para informar, educar e conscientizar empregados, funcionários e servidores para um atendimento digno e respeitoso a pessoa com algum tipo de deficiencia, vejamos:

Sábado próximo passado permaneci por 10 minutos para ser atendido em um guichê de uma casa lotérica, tendo o meu direito a prioridade desrespeitado em virtude da ignorância, imbecilidade e estupidez dos presentes, como também do atendente que permitiu que as pessoas fossem atendidas após a conclusão do atendimento em andamento, enquanto isso eu amargava terrível constrangimento publico. O superintendente da Caixa Econômica do Piaui não está preocupado para solucionar tal problema, por 12 vezes estive no 5º andar da agencia Areolino de Abreu, para ter com o mesmo, com o objetivo de sugerir treinamento a esses pobres diabos em decorrência da alta rotatividade de empregados nessas concessões lotéricas.

Semana passada em uma agenda com um secretário municipal, por volta das 12h30 solicitei a uma recepcionista boçal que me anunciasse ao gestor da pasta, ao retornar me informou que o mesmo iria me atender após a reunião que participava, acomodei-me em uma poltrona e a (nefasta decepcionista) às 13h anunciou a quem quisesse ouvir que estaria se retirando, pois o seu horário já havia inspirado, (a título de informação apenas eu aguardava o atendimento), a servidora irrepugnável ao sair desligou o ar condicionado me submetendo a uma terrível sauna, este é um exemplo do procedimento de uma égua batizada

Nesta segunda-feira (2) estive no Ministério Publico localizado à Rua Lindolfo Monteiro, atendendo intimação do promotor Enir, tive dificuldades de chegar a recepção, sendo auxiliado por um cidadão que aguardava atendimento, ao chegar a recepção aguardei por 5 minutos ouvindo uma explicação a uma senhora que queria saber se poderia viajar com seu neto de 13 anos. No decorrer do diálogo das duas personalidades percebi que uma falava Grego e a outra Mandarim, ou seja não se entendiam, finalmente outro cidadão solicitou informação de um pedido que gostaria de fazer para uma pessoa do seu conhecimento, enquanto a telefonista ligava para uma certa promotoria o homem que solicitara a informação se dirigiu a mim perguntando se eu precisava de ajuda do MP, respondi de forma incisiva: Não preciso de ajuda apenas exijo direitos que a lei me assegura.

A recepcionista se dirigiu a mim exigindo documento, apresentei o RG e fui bombardeado por uma serie de perguntas imbecis, respondi apenas uma: Meu objetivo é apenas tomar conhecimento de um parecer do promotoria, na ocasião solicitei auxílio para ir ao gabinete, pois por incrível que pareça a sede do MP-PI e inacessível, externei lamentando que a Marlúcia, promotora de justiça discursava magistralmente dando palpite em tudo que se possa imaginar no quesito acessibilidade, portanto no seu local de trabalho era uma verdadeira desgraça. A recepcionista me interrompeu perguntando se eu andava só, respondi: Na companhia da Deus, ela sem titubear expressou o seguinte relincho: Você bem que poderia pedir a Deus para te auxiliar a chegar no gabinete do promotor Enir.

Esse gesto irresponsável merece o premio nobel da paz para o Mauro Eduardo e a Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida. Não existe nenhuma explicação para esse comportamento, na minha avaliação a punição seria demissão sumária e cadeia a essa infeliz servidora, embora reconheço que trata-se de uma vítima desse sistema perverso porque usa essa gente a seu bel prazer remunerada com uma miséria sem a mínima capacitação para o exercício de sua atividade laboral.

A política de acessibilidade vigente no Brasil pertinente as garantias de direitos a pessoa com algum tipo de deficiencia no Piauí é caquética e deplorável com a função unica de remunerar maravilhosamente bem os oportunistas e vilipendiadores da boa fé, da ignorância e do analfabetismo de 850 mil pessoas com deficiencia no estado do Piauí.

Nessa data comemora-se o dia internacional de luta da pessoa com deficiencia, a genial Cinthia Lages, em medíocre comentário ao microfone da rádio FM Meio Norte declarou peremptoriamente a dificuldade de verbalização do surdo que tem em seu favor a linguagem em libras. Quero deixar claro a essa débil mental que a língua brasileira de sinais não é, nunca foi e jamais será “linguagem”.

Carlos Amorim DRT 2081

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