Audiência disputada a tapa

O rádio do Piauí voa em céu de brigadeiro, nessa segunda-feira(6) estreou a programação da rádio jornal FM, pertencente ao sistema Meio Norte de comunicação. O radialista Pádua Araújo deu o ponta inicial as 4h da manhã apresentou o primeiro programa denominado Ronda do povão no rádio.

Na minha avaliação a Jôve Oliveira surpreendeu todas as expectativas de forma brilhante com o programa “Diálogo Franco”, tive o privilégio de escrever meu nome nesse invejável empreendimento jornalístico, quando fui o primeiro ouvinte a se manifestar através do telefone 2107 3003.

Sábado (4) houve a estreia da programação da rádio FM Cidade Verde, temos também a rádio FM Nova 92, que nas manhãs de segunda a sexta-feira apresenta o programa “Café com Notícias” ancorado pelos profissionais Wellington Alencar e Tame Fernanda, sendo as participações através do telefone 3231 0280.

A rádio Poty está no ar em caráter experimental, portanto a concorrência está acirrada. Em virtude da presença de consagrados comunicadores. O que me chamou atenção nessa nova fase do rádio do Piauí é a ausencia de novos valores, não tenho conhecimento da existência de um único noviço proveniente da Comrádio, a título de informação essa instituição capacita profissionais para atuar no segmento da comunicação do Piauí, lamentavelmente os espaços são disputados a base de socos, coices e pontapés, verdadeiro salve-se quem puder, os fragérrimos ficam a margem, apenas vendo o navio desaparecer na barra do alto-mar até o sumiço total do seu mastro.

É perceptível que esse boom de evolução, crescimento e desenvolvimento do rádio no Piauí limita-se como sendo jogo de dama, as pedras são as mesmas, muda-se e troca-se apenas suas posições a cada partida.

Quero deixar bem claro que sou adepto ao processo de inclusão, inserção e integração da pessoa com algum tipo de deficiência no seio da sociedade, não sendo diferente na vertente da comunicação, mas de um universo de 220 mil pessoas com algum tipo de deficiência existente em Teresina (dados do IBGE Censo 2010), posso afirmar com base em meus parcos conhecimentos que apenas Chico Costa, Paulílio Daniel, Luis Maranhão e Amadeu Campos atuam profissionalmente na comunicação televisiva e radiofônica de Teresina, lamentavelmente os detentores dessas concessões públicas não atentaram para a importância de conviver, acreditar e oportunizar a pessoa diferente dos ditos normais a demonstrar seus potenciais profissionais e intelectuais.

Meu lenitivo é que o primeiro passo foi dado, oxalá que em um século o criminoso processo de discriminação, preconceito e exclusão tenha sido superado, embora saibamos que o mundo foi feito para os normais, esta é a realidade dura nua e crua.

Carlos Amorim DRT 2081/PI

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