As aparências enganam

Sexta-feira (10) a Associação dos Cegos do Estado do Piauí/ACEP comemorou antecipadamente o dia das mães, dos 1.300 filiados acorreu aquele evento festivo um número reduzidíssimo de associados.

A solenidade religiosa foi o ponto especial da comemoração, a única autoridade presente foi o representante do excelentíssimo senhor José Pessoa Leal, vereador de Teresina. O cerimonialista do evento ignorou absolutamente a representação do parlamentar, sequer foi mencionado seu nome. Para culminar com o desastre e desprestígio dessa instituição não houve a presença dos órgãos de imprensa dessa cidade, o presidente Janilton Marques Bastos demonstrado ser descompromissado e omisso não estava presente, usou como pretexto agenda com secretário, a título de informação as secretarias do estado e municípios disponibilizam nas sextas-feiras atendimento exclusivamente interno, dos dez componentes da diretoria apenas quatro marcaram presença.

O cômico desse episódio foi a performance do vice que entrou mudo e saiu calado, o pronunciamento de cinco minutos ficou a cargo da assistente social que rapidamente esgotou seu estoque de verbologia e franqueou a palavra a quem dela quisesse fazer uso, insistentemente por várias vezes, como não houvera interesse por parte do ínfimo número de pessoas foi anunciado o sorteio de alguns presentes para as poucas mães que ali se encontravam, sendo posteriormente oferecido o almoço esperado com grande expectativa que consistiu o seguinte cardápio um pratinho de plástico (tipo dos que serve bolo em aniversário de criança) composto de duas colheres de arroz,  uma de feijão, uma porção de macarrão, farofa e um fiapo de carne, fazia parte desse exótico prato uma colherzinha de plástico e um copo de refrigerante, essa é a caótica situação que se encontra esta falida instituição.

Não consigo entender quais razões ou motivos que fazem as entidades fiscalizadoras do erário público ignorarem toda essa bandalheira que ocorre ao longo dos anos nessa instituição, arbitrariedades e ilicitudes são visíveis a olho nu, improbidade, peculato e prevaricação são práticas costumeiras. As prestações de contas são fictícias, os membros do conselho fiscal aprovam sem sequer conhecer uma única nota fiscal, tipificando conivência generalizada aos desvios e desfalques promovidos como cultura dessa gente ao longo dos tempos.

Para explicitar e fortalecer minhas denúncias existe uma prática orquestrada para ludibriar e enganar a todos. O fechamento do ano administrativo e financeiro acontece em 31 de dezembro com todas as contas aprovadas pelo conselho fiscal, ocorre que no ato da posse da nova diretoria realizada em janeiro, as contas fechadas em dezembro devidamente aprovadas são submetidas ao crivo de aprovação de uma assembleia que religiosamente aprova, celebra e festeja sem que tenha conhecimento de uma única nota fiscal compondo o balancete, qualquer pessoa perceberá facilmente o que existe por trás dessa nociva prática em benefício de meia dúzia de calhordas, desonestos, indignos e ladrões.

Essa entidade não produz um quiabo para se manter, depende exclusivamente de recursos públicos das três esferas do governo, como também de doações por parte da sociedade que coloca seu mísero centavo como solidariedade, jamais recebeu um release demonstrando o que foi realizado com recurso doado  acompanhado de no mínimo um muito obrigado. Já é chegada a hora que todo esse processo seja revisto, havendo principalmente intervenção do poder público na administração dessa arapuca chamada ACEP.

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Este texto foi publicado em terça-feira, maio 14th, 2013 às 11:50 am na(s) categoria(s) Crítica. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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