Armazém Paraíba discrimina e exclui em qualquer lugar

Nessa segunda-feira (3) às 16h estive na loja do Armazém Paraíba localizado a Rua Paissandu centro de Teresina, pedi a uma funcionária que fizesse pesquisa do meu crédito disponível para compra, entreguei o cartão da empresa e o RG, a solícita atendente ao retornar informou que o cartão tinha pouco mais de 200,00 em virtude de compras que consumiram quase a totalidade do limite, acrescentou que eu poderia realizar compras através de carnê, por quase duas horas permaneci na loja experimentando e provando as mercadorias em 3 setores da loja, no ato de assinar o contrato fui abordado por um funcionário que se identificou como chefe de crédito com a esdruxula exigência: O senhor terá que trazer uma pessoa para se responsabilizar por você e assinar o contrato, esta é uma exigência do sistema.

Retruquei imediatamente, sou um homem de 68 anos, a deficiência visual não poderia justificar qualquer inconveniente como sendo obstáculo ou barreira atitudinal e arquitetônica, não preciso de tutor, curador ou algo que o valha, sou cliente da empresa há bastante tempo, tenho fé pública nacional por ser profissional em jornalismo, tenho formação superior, renda legalmente constituída, residência fixa, sou correntista do Banco do Brasil detendo cartão de crédito em leitura Braille, talão de cheque especial e firma reconhecida no cartório Djalma Veloso, portanto não necessito de auxílio de intermediário ao exercício de minha cidadania. O orientei para que estudasse a vastíssima legislação das três esferas do governo de garantias de direitos a pessoa com algum tipo de deficiência indicando-lhe a Lei Brasileira da Inclusão número 13.146/2015 – Estatuto Nacional da Pessoa com Deficiência do Brasil.

O agravante de todo esse nefasto e humilhante procedimento refere-se a postura antiética do funcionário, quando perante vários clientes me submeteu a inominável constrangimento público se dirigindo a mim em alto e bom tom com todo estardalhaço sua inóspita peculiaridade. Indignado asseverei que tomaria todas as providências cabíveis em desfavor do Armazém Paraíba, pois entendia o torpe episódio como explícito processo, preconceito, discriminação e exclusão visível até mesmo “a cego”. A manifestação do funcionário ao explicar o inexplicável equivale ao prêmio nobel da paz: Você pode fazer o que quiser, o departamento jurídico está preparado para responder,

Nesta terça-feira registrarei Boletim de Ocorrência na Delegacia Policial dos Direitos Humanos, quando solicitarei ao delegado titular abertura de inquérito para penalizar sobre o rigor da lei a estúpida ação de um indivíduo descompromissado e incompetente.

No Brasil existem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, no estado do Piauí 850 mil, no município de Teresina 220 mil, dados estatísticos oficiais do IBGE censo 2010, no entanto é inaceitável, inconcebível e preocupante a violência que fui vítima no interior de uma das lojas da empresa do senhor João Claudino.

A decantada integração da pessoa com deficiência caminha a passos largos a banca rota, em virtude da impunidade reinante que obriga o contingente adjetivado de minoria dar um passo para frente e cinquenta para trás, pois a nossa invisibilidade a sociedade é frontal, aviltante e desastrosa, ferindo nossos espíritos e destruindo o sonho de vitória e conquista de todos nós.

Parabenizo a loja Noroeste pelo processo de inclusão, integração e a respeitabilidade a pessoa com algum tipo de deficiência do estado do Piauí.

Crédito concedido no valor de R$1.600,00 com apenas e tao somente CPF e RG.

Carlos Amorim DRT 2081

Boletim de Ocorrencia 2



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Este texto foi publicado em terça-feira, junho 4th, 2019 às 7:42 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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