Afiliada a rede Bandeirantes de rádio-SP ressuscita a censura

foto rádio difusoraEm 31 de março de 1964 há exatos 46 anos o Brasil viveu uma das maiores atrocidades e agressões ao nosso estado democrático de direito ferindo de morte a nossa democracia quando foram dissolvidas nossas instituições. Muitas pessoas foram presas outras deportadas e mortas, estava instalada a famigerada ditadura militar que também recebeu o nome de revolução. Estávamos naquela ocasião sob o jugo do presidente general Castelo Branco.

Foi então criado o ministério da censura todos os veículos de comunicação do Brasil seguiam rigorosamente o crivo dos milicos, era a imposição de vontade de um só, não tínhamos direito ao contraditório, a liberdade de expressão e de reunião, ficamos um longo e tenebroso período de exceção absoluta até que surgiu o último presidente general João Figueiredo que promoveu a anistia aos exilados e consequentemente a redemocratização do Brasil restabelecendo o direito do cidadão brasileiro ao voto quando foi possível escolhermos o nosso presidente através do voto direto.

Em 1988 foi sancionada nossa constituição federal cidadã símbolo máximo da consolidação do nosso estado democrático de direito. Mas infelizmente existem entre nós milhares de filhotes da ditadura, são saudosistas, cultuadores trabalhando fortemente para excluir do cidadão brasileiro direitos constitucionais.

A concessão pública “rádio difusora de Teresina” que tem o senhor Mário Rogério como detentor dessa outorga, desrespeita o direito a liberdade de expressão do cidadão, desmoraliza autoridades e poderes constituídos do Brasil, usa a citada concessão para fazer proselitismos políticos, coagir seus subordinados impondo a todos condições humilhantes no exercício de suas funções. Esse filhote da ditadura (réu confesso) indiciado em alguns distritos policiais, em seus depoimentos para a instauração de termo circunstanciado de ocorrência (TCO) tem o despautério de declarar a uma autoridade policial que eu Carlos Amorim estou proibido de participar da programação da concessão pública em litígio quando o artigo 5º da Constituição Federal me garante este direito. O processo ditatorial brasileiro teve fim há mais de 20 anos, mas a “rádio difusora de Teresina” continua com este procedimento vivo causando verdadeiro desastre a comunicação livre, independente e responsável.

É importante a existência de mecanismos para regular este tipo de postura que gera em todos nós uma angustia muito grande e uma lembrança presente muito forte dos tempos ditatoriais que nos causaram chagas até hoje abertas, lágrimas e decepções.

Finalizo parabenizando o detentor da concessão pública Mário Rogério e o brindando com um jiló frito e um chá de arruda. Vida eterna a rádio difusora de Teresina por ressuscitar a censura em nosso meio.

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