Acessibilidade voo de galinha choca

Sexta-feira(5) às 16 horas estive no palácio do governo do Piauí para protocolar um documento, entrei pelo portão lateral, local onde ficam os policiais que fazem a segurança da sede governamental, informei o objetivo que pretendia, percebi rapidamente que o agente que me atendeu ignora de forma absoluta a política de acessibilidade ao atendimento a pessoa com algum tipo de deficiência, com base no torpe procedimento da sua orientação: Vá em frente, para a direita, a esquerda, siga um pouco mais no sentido da entrada, vá para o outro lado. O que é lamentável é que o Wellington Dias e a Rejane Dias, se autointitulam de pais, tutores e responsáveis pelas garantias de direitos das pessoas com algum tipo de deficiência no piauí.

Após transpor a humilhante via-crúcis cheguei a recepção, uma senhora aplicou um adesivo em minha camisa de seda chinesa de cor verde cana sem sequer me cumprimentar ou mesmo pedir licença para o ato violento e mal educado. Convocou alguém que perambulava no recinto determinando ao mesmo na seguinte forma: Leva esse cego no protocolo, percebi de imediato que aquele indivíduo no quesito capacidade e treinamento ao atendimento a pessoa com algum tipo de deficiência, era verdadeiramente o …. do cavalo do bandido, ao me orientar indo por minhas costas dizendo: Siga em frente, do lado esquerdo tem uma escada, coloque sua mão nesse ferro do lado direito, na realidade tratava-se de dois lances de escada ingrimes em um corredor ínfimo e estreito.

No decorrer do trajeto perguntei ao despreparado guia, essa é que é a acessibilidade do Wellington Dias? Como um cadeirante consegue chegar ao protocolo? A resposta veio rapidamente. Não sei te informar nada disso, perguntei qual o seu nome e sua função na casa, respondeu que não tinha nome e não trabalhava no palácio, acrescentando que apenas me prestava um favor, reagi dizendo-lhe, por favor volte para onde estava, pois estou correndo perigo em sua companhia, em virtude que você não sabe sequer o que és, fui abandonado no segundo lance de escada, sendo auxiliado por uma pessoa que observava tudo do primeiro piso onde fica o cubículo denominado protocolo, perguntei ao meu segundo guia o nome e quem era aquela figura que me acompanhava anteriormente, declinou ser sargento da Polícia Militar, cujo nome esqueci, mas parece ser Felipe.

A Rejane Dias enquanto deputada estadual aprovou o estatuto da pessoa com deficiência do Piauí, sendo o segundo das 27 unidades federativas do Brasil, o primeiro é o estado do Paraná. Percebe-se facilmente que a primeira-dama com esse lero-lero em forma de papo furado teve a intenção apenas jogar para a plateia e ludibriar o gado velho, o gado novo e o gado doente com algum tipo de deficiência do estado do Piauí, em virtude que seus serviçais subalternos não conhecem uma única vírgula desse inútil arcabouço jurídico sancionado pelo seu marido governador de índios e índias.

Já tive dissabores e indignações em episódios anteriores semelhantes a esse no mesmo setor, lamentavelmente o Piauí não tem comando, as leis não são respeitadas, os indivíduos recalcitrantes não são penalizados, sendo esse estado gigantesco transatlântico navegando em alto-mar tempestuoso sem leme e sem direção. A resolutividade desse problema seria determinar atribuição a recepcionista lotada no setor de protocolo que viesse prestar atendimento a pessoa com algum tipo de deficiência no térreo, tenho convicção que 40% desses transtornos e humilhações seriam evitados.

Vamos aguardar pacientemente a defenestração desse casal a uma cova rasa em uma periferia qualquer da cidade. A partir desse histórico evento 850 mil pessoas com algum tipo de deficiência estariam livres desses constrangimentos inaceitáveis, indecorosos e maledicentes.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em quinta-feira, abril 11th, 2019 às 10:12 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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