Absolutos e incontroláveis

Domingo (8) de julho o povo brasileiro viveu dia de cão, em decorrência da canalhice do poder judiciário que em alguns atos de extrema irresponsabilidade causou imensa balburdia entre a alta cúpula do poder, que deveria ter atribuição de fazer justiça ao protagonizar verdadeiro espetáculo circense do dantesco episódio do prende e solta, prende e solta do bandido prisioneiro Luis Inácio Lula da Silva.

O que é lamentável, vexatório e desolador é o fato dessa ignomínia promovida pela justiça ocorre todos os dias apenas e tão somente com aspectos diferentes, eu particularmente ao tomar conhecimento dos lamentáveis fatos não fiquei surpreso, nem tão pouco estarrecido, como tambem não tive nenhuma perplexidade, muito menos estupefato, pois sou vítima contumaz deses julgadores inconvenientes, desonestos, irresponsáveis e descompromissados, darei alguns exemplos bem superficiais para não cansar a beleza do internauta, vejamos:

A juíza togada titular do juizado Centro, localizado a Rua Mato Grosso nº 210, senhora Eliana Márcia Nunes de Carvalho, ao julgar processo que o juiz conciliador decretou sentença a revelia, em virtude que a outra parte não compareceu a audiência aprazada, embora constasse nos autos assinatura da intimação recebida, sendo todo o procedimento respeitado, inclusive o prazo de 15 minutos de tolerância para abertura do pregão, lamentavelmente a juíza citada decidiu não reconhecer a revelia, segundo a mesma, não entendia os motivos para tal, portanto arquivou o processo sem julgamento de mérito, imputando taxas cartorárias estúpidas e fora da realidade para recorrer do tresloucado ato.

Posteriormente tomei conhecimento através do próprio autor, que se vangloriava ao comentar que informou a juíza de uma entrevista concedida por mim, referente atos da audiência de conciliação, pasmem os senhores, a destrambelhada decisão recebeu proteção do “calundu” da meritíssima juíza descompromissada com seu mister.

A promotora de justiça Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, deu parecer proibitivo a instalação de sinais sonoros ao longo da Avenida Frei Serafim, centro nevrálgico de rotatividade frenética de veículos, em desobediência vergonhosa, humilhante e brutal a Lei Federal 10.098 art. 9º ano 2000.

Certa ocasião uma advogada adjetivada rebolativa, perpetrou uma ação em um plantão judicial de final de semana em Teresina em desfavor de uma liminar que o Juiz de prenome Sebastião deferiu a um pleito nosso, a liminar foi revogada através de atos indecentes, ilegais e arbitrários, quando a operadora do direito, dama do rebolado foi de encontro ao promotor e juiz em diferentes lugares ausente do plantão. O objeto da liminar não foi alterado sequer uma vírgula, mesmo assim o plantonista a derrubou, como agravante até a presente data o advogado nem tão pouco o constituinte foram informados da nova decisão.

Um delegado de polícia acatando solicitação minha, enviou CD em áudio para degravação na perícia técnica do Instituto Adolfo Lutz da polícia civil, 40 dias se passaram, retornei a delegacia, sendo orientado a ir ter com a diretora do departamento especializado, a tal autoridade ao me ouvir disse em alto e bom tom: O senhor vai esperar no mínimo 3 anos, a nossa demanda é imensa em virtude que a prioridade que o senhor reclama quem define sou eu, a lei que o senhor mencionou não garante a estrutura que necessitamos. Denunciei o fato ao Ministério Publico, a promotora Marlúcia que seria a responsável para atuar na demanda se recusou a prestar o serviço pelo qual é remunerada, enviando o processo à promotora de prenome Míriam, que sem mais delongas arquivou o processo sem tomar as devidas providências, em um ato de extrema…

Ao ser intimado pela corregedoria sobre o nefasto procedimento, fui orientado a falar com a promotora arquivista do processo, essa me recebeu de forma alterada, asseverando que o meu pleito foi plenamente atendido tão somente em virtude que a diretora me atendeu sem demora assegurando 3 anos como prazo para o meu atendimento, na ocasião declinou que a prioridade para aquele departamento é direcionada a perícia de mulher estuprada, criança violentada, idoso agredido, o meu caso não tinha nenhuma semelhança dos que foram mencionados.

Percebi facilmente que a promotora desconhece de forma critica vastíssima legislação vigente no Brasil pertinente as garantias de direitos a pessoa com algum tipo de deficiência. Ex: Lei Brasileira da Inclusão/LBI nº13.146/7-2015. Decreto Federal 5.296/2004. Leis 10.098/2000, 10.048/2000, 7.853 de 24 de outubro de 1989 regulamentada pelo Decreto Federal 3.298/1999, Convenção da ONU realizada em Salamanca ratificada no texto constitucional brasileiro, Convenção de Genebra na Suíça, Convenção de Nova York nos Estados Unidos com representação do Brasil pela cadeirante Isabel Maior, então presidente do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Não sei se essa explanação causará perplexidade em alguém.

Para culminar com o desastre de um desserviço, até a presente data mais de 5 anos a tal degravação não foi realizada, ato que podemos facilmente adjetivar de impunidade, descompromisso, irresponsabilidade, conivência, negligencia e falta de vergonha na cara.

Um projeto que tramitou 8 anos na 3ª Vara Criminal com parecer desfavorável ao réu, 4 testemunhas de credibilidade indiscutível favorável a vítima, o réu acostou aos autos apenas muitos atestados médicos para se livrar das audiências, usou todos os pretextos de forma abusiva, por tratar-se de um ex-deputado puxa-saco de um governador que já está no cemitério, o meritíssimo decidiu contemplar os atos criminosos do decrepito cidadão como presente de natal, com um tal de “perdão judicial” em nome do estado de direito, apesar que suas agressões ao depor em juízo em desfavor da vítima foi deveras humilhante e criminosa, mesmo assim foi agraciado com vergonhosa impunidade.

Percebe-se facilmente que a justiça deste país não vale aquilo que o gato enterra, em conformidade com as palavras da presidente do PT Gleisi Hoffmann, e seu bando.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em terça-feira, julho 10th, 2018 às 10:05 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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